Hipocrisia Estrutural do "Liberalismo Conservador"
O Imperador D. Pedro II é mostrado no centro, controlando um carrossel onde os líderes do Partido Liberal e do Partido Conservador alternam no poder. No discurso público brasileiro contemporâneo, especialmente após a redemocratização e as reformas econômicas neoliberais da década de 1990, consolidou-se uma narrativa que enaltece o liberalismo como solução para os males do país. No entanto, sob o manto do "Estado mínimo", o que se observa é uma profunda hipocrisia estrutural: enquanto o discurso liberal defende a redução do papel estatal, a prática revela uma apropriação seletiva e instrumental do Estado por interesses empresariais, políticos e ideológicos. O liberalismo conservador que se afirma hegemônico no Brasil defende a livre iniciativa e a concorrência de mercado como princípios sagrados. Porém, setores que se dizem defensores da desregulamentação econômica recorrem com frequência ao lobby empresarial para garantir isenções fiscais, contra...